quinta-feira, 21 de maio de 2009

Meu antídoto, teu veneno.


Não desperdices comigo o teu veneno,
Que mau algum ele me faz.
Faz de mim, aliás,
Um ser inteiro e audaz.
A cada gota que me arremetes,
Como antídoto em minha pele penetra, sempre e mais.

Rafaela Campanati.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

É você...


É você que mexe comigo sem mover uma palha;
Que me faz esperar mesmo sem eu ter esse tempo;

Que me confunde com o seu silêncio;
Que me ilude com a sua fala;
Que me enlouquece com a sua calma.

É você que me atrapalha o sono, quando liga ou não;
Me põe à espera de algo que nem sei;
E que me faz desistir de desistir, sem saber.

É você que me surpreende quando aparece;
Que me impõe regras que eu pensava ser incapaz de obedecer;
Que me desarma e me toma inteira pra você.

É você que me desafia;
Me desalinha;
E me faz cada dia mais;
Querer ser só de você!

Rafaela Campanati.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Porto



Qual será o porto meu,
Aquele a me esperar,
Depois de tantas idas e vindas, me abrigar.

Aquele onde se quer ficar;
E fincar os pés.
Sentir a brisa leve tocar a pele,
E - r e l e m b r a r-

Dos caminhos que outrora andei,
Dos cantos dos pássaros solitários que convivi,
Das escolhas que plantei,
Dos amores que deixei...e dos que nem vi chegar.

E que PORTO será esse,
A aconchegar toda a minha
Complexa e ingênua
Vontade de existir?

Rafaela Campanati.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Escrever...


É o desabafo da minh´ alma,
É o que calo sem guardar,
E o que grito para expressar;
É a soma do que sou e do que queria ser.

É o meu silêncio mais repleto de voz,
Meu momento mais só,
Quando descarrego nas linhas o todo de mim... e só.

Dono das minhas dores, conhecedor dos meus amores,
Meu puro prazer;
Ato ingênuo,
E provocador do meu ser.

Rafaela Campanati.

domingo, 5 de abril de 2009

terça-feira, 17 de março de 2009

Logo Eu!

Logo eu que tanto mudei, fugi do pranto para me fortalecer;
Logo eu que aprendi sozinha a sobreviver à solidão;

Eu que preferi a razão de mulher, aos sonhos de menina;
Eu que não desisti, mas tanto deixei de acreditar;

Logo eu, já tão armada da verdade,
Cair nos braços seus sem ao menos lutar.

Rafaela Campanati.

terça-feira, 10 de março de 2009

Tempo

Tempo que pára os ponteiros,
Que acelera as horas,
Que recupera o próprio tempo que se perdeu.

Tempo que faz falta,
Que pede presença,
Que põe quieta a alma,
Mas que também atormenta.

Tempo que por mais que se fuja – alcança!
Tempo que por mais que se esconda – encontra!
Tempo que por menor que seja – alimenta!
E faz acreditar que – sim, vale a pena esperar!

Rafaela Campanati.